A suplementação de ácido fólico é recomendada, principalmente, para as mulheres em idade fértil e a indicação se estende até o final do primeiro trimestre de gestação. O ácido fólico auxilia na formação do tubo neural do feto, evitando malformações graves como a anencefalia e a espinha bífida. ⠀
⠀
Até aí, tudo bem, né? Quando a mulher ingere o ácido fólico (forma sintética do folato), ele precisa ser sintetizado pelo corpo para obtermos o efeito desejado. O folato sintético se transforma em L‐metilfolato, mas isso só ocorre na presença de uma enzima chamada metiltetrahidrofolato redutase (MTHFR). Mas, nem sempre (por variações genéticas), a MTHFR faz a parte dela e a quantidade de ácido fólico não é suficiente para as gestantes ou tentantes. ⠀
⠀
Então, para evitar a deficiência de folato no sangue, o recomendado é ingerir a forma ativa do ácido fólico, que é o metilfolato. O metilfolato é 100% absorvido e não é alterado por defeitos metabólicos. Ele já está pronto, não precisa ser metabolizado pelo organismo. E, para tudo sair como gostaríamos, a ingestão diária de metilfolato (600 microgramas) deve ser iniciada semanas antes da fecundação. Ele não evita malformações do tubo neural, mas é um grande aliado na prevenção. ⠀
⠀
Se você ainda tem alguma dúvida, pode deixar uma pergunta aqui nos comentários. Aaah, mantenha as consultas e os exames sempre dia e lembre-se que a ingestão de metilfolato é com prescrição e orientação médica.⠀

